Atividades

  • Medieval: Guia Eletrônico de História Medieval

    "Medieval – Guia Eletrônico de História Medieval" se propõe a ser um indexador de material didático e bibliográfico sobre História Medieval disponível na web, produzido pelos pesquisadores associados aos núcleos do Laboratório de Estudos Medievais (LEME) e  financiado, desde 2013, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Medieval busca indexar e organizar os conteúdos produzidos por medievalistas da Argentina, do Brasil e do Chile. O material a ser indicado consistirá em vídeo-aulas, transcrições de aulas, livros online, manuscritos digitalizados, artigos de acesso livre e catálogos de bibliotecas, além de textos de apoio que acompanharão os conteúdos disponibilizados no site.

    O projeto, voltado para o público discente a partir do nível da graduação e para professores do ensino fundamental, médio e superior que ministram aulas sobre Idade Média, poderá ser uma ferramenta útil para atividades de extensão de alunos e professores, pois permitirá a prática da pesquisa a partir de diversos níveis de especificidade e categorias de busca. O guia eletrônico também se insere em uma iniciativa maior protagonizada pela Universidade de São Paulo, destinada a expandir a utilização de recursos multimídia e da internet como instrumentos didáticos no ensino superior.

    Acompanhe aqui no site mais informações sobre o projeto. Em breve, Medieval estará no ar!

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Cândido da Silva, desenvolve dois projetos de pesquisa principais:

    1. Liberté de parole. La critique politique des élites religieuses. Islam, Byzance, Occident (VIIIe-XIIIe siècle)

    Descrição: Au viiie siècle, l'arrivée au pouvoir des Isauriens à Byzance, puis des Abbassides en Islam et des Carolingiens en Occident, conduit à la construction d'empires centralisés gouvernés avec la collaboration des élites religieuses - le pouvoir politique lui-même revendique une légitimité de nature ou d'origine religieuse. Or la contribution de ces élites au gouvernement ne se borne pas à un enrôlement idéologique ou technique ; certains clercs, certains savants, au nom même de leur compétence ministérielle et/ou intellectuelle, critiquent l'évolution des pouvoirs vers l'absolutisme, l'autoritarisme ou la théocratie. Par des traités, des lettres, des Miroirs ou des moyens plus indirects ou fugaces (exégèse, sermons, hagiographie), ils dénoncent les travers des régimes et l'inadéquation de leurs méthodes avec l'élévation de leurs buts avoués. La liberté de parole des élites religieuses a bien quelque chose de la parrhèsia antique, en tant qu'elle est vécue comme un devoir ou une responsabilité au service du bien commun. Néanmoins, c'est moins au nom d'un idéal de démocratie participative qu'au nom de leur maîtrise de certains savoirs précis que ces élites s'expriment : parce qu'elles dominent un héritage livresque séculaire, parce qu'elles connaissent les codes herméneutiques des textes saints, elles jouissent d'une autorité sociale qui leur permet de critiquer le prince sans avoir besoin toujours d'être revêtues du charisme du marginal cynique ou du prophète. L'intérêt majeur du comparatisme pour étudier ce phénomène est qu'il permet d'aborder de front la question de l'efficacité de la critique : comment les pouvoirs ont-ils réagi à la remise en cause de leur légitimité ? De fait, le pouvoir califal abbasside tombe en 1258 au terme d'une longue évolution vers une définition de plus en plus religieuse de sa suprématie ; Ibn Ḫaldūn peut cependant au xive siècle faire le tableau mythique des origines de l'islam comme ce temps exemplaire où l'autorité politique était détenue par le Prophète et ses successeurs immédiats, les califes dits bien guidés . En Occident latin en revanche, la construction d'une monarchie pontificale autonome au xiiie siècle sanctionne la radicale séparation des pouvoirs laïcs et de l'autorité religieuse, au terme de la réforme grégorienne ; la virulence des critiques qui ont ponctué ce mouvement de réforme, et stigmatisé les prétentions religieuses des pouvoirs civils, n'empêche pas, au contraire, la naissance d'États modernes centralisés où le pouvoir revendique une véritable sacralité. La liberté de parole laissée aux savants ou aux clercs pourrait-elle n'être qu'un luxe que s'autorisent les souverains incontestés, un signe de leur magnanimité? La critique, si elle est libre d'être exprimée, reste-t-elle efficace?

    Integrantes: Marcelo Cândido da Silva - Coordenador / Marie-Céline Isaïa - Integrante.

    2. A Economia Moral carolíngia e o combate à fome na Europa franca entre os séculos VI e IX

    Descrição: Desenvolvido desde 2013, o objetivo principal deste projeto de pesquisa é empreender uma análise de conjunto das medidas contra a fome adotadas na Gália franca entre os séculos VI e IX. O que nos interessará ao longo desta pesquisa são os mecanismos sociais e políticos a partir dos quais podemos compreender as crises de subsistência e, através delas, as linhas de fratura da sociedade franca, bem como os limites e a natureza da ação da autoridade pública na tentativa de resolução dessas crises. Para tanto, desdobram-se os objetivos que seguem: 1. Analisar as disposições contidas em textos normativos publicados nos reinados de Pepino, o Breve, Carlos Magno, Luís, o Piedoso, Carlos, o Calvo e Carlomano II, entre 768 e 884. Até agora, esses textos foram analisados separadamente: é o caso do Capitulare episcopoum, geralmente apresentado como prova da irracionalidade dos carolíngios no combate à fome. Estudados em conjunto, e em confronto com os anais, crônicas e histórias do período, eles podem nos ajudar a entender como o combate às crises famélicas se consubstanciou, nos séculos VIII e IX, num conjunto de medidas que regulavam a produção, o comércio e a distribuição de gêneros alimentícios. Por outro lado, a análise diacrônica do conjunto dos textos normativos que tratam da fome não pode significar a obliteração dos improvisos que, muito provavelmente, também estavam presentes nas ações dos governantes carolíngios. 2. Estudar os relatos sobre a fome no período merovíngio, com atenção especial para as formas como os textos narrativos (notadamente Gregório de Tours, Fredegário e Venâncio Fortunato) descrevem o auxílio aos famintos. Não se trata de buscar os antecedentes, ou ainda as origens, de uma economia moral carolíngia nos séculos anteriores, mas de confrontar as medidas tomadas pelos grandes e pelos reis merovíngios com aquelas que foram adotadas pelos carolíngios a partir de 768.

    Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME na Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), coordenado pela Profa. Dra. Rossana Alves Baptista Pinheiro, desenvolve os seguintes projetos:

    1. Poder, autoridade e heresias durante a Antiguidade Tardia e Idade Média: este projeto desenvolvido em formato de Grupo de Estudos tem o intuito de incentivar produção de pesquisas que digam respeito às relações de poder e autoridade, sobretudo no âmbito monástico e episcopal, expressas em diferentes formas narrativas. Também discute a definição e imputação de heresia no contexto de disputas exegéticas e de autoridade. Em 2012, o grupo dedicou-se à discussão de hagiografias produzidas na Gália nos séculos IV e V, tais como A vida de São Martinho de Tours de Sulpício Severo e a A vida de São Germano de Auxerre de Constâncio de Lyon. Em 2013, as investigações versaram sobre o tema “História, (auto) biografias e narrativas”, com ênfase no estudo sobre As confissões de Agostinho e a História das minhas calamidades de Pedro Abelardo. Em 2014, o foco dos estudos foi A vida de São Cipriano de Cartago, escrita por Pôncio e em 2015, a História Eclesiástica de Eusébio de Cesaréia tem sido o objeto da discussão.

    2. Tempo histórico, memória e narrativa: um estudo comparativo entre Gallaecia e Gália nos séculos V e VI: este projeto tem por objetivo investigar as inter-relações entre noções de história, tempo e memória, principal mas não exclusivamente, em documentação produzida na Península Ibérica e na Gália entre os séculos IV e VI.
    Financiamento: FAPESP na modalidade BEPE para realização de estágio de pesquisa na Universidade de Oxford entre dezembro de 2014 e março de 2015.

    3. O Mediterrâneo medieval reconsiderado (séculos IV-XV): a onda de deslocamentos humanos que em 2015 passou a fluir de maneira sensível para a Europa reorientou as atenções do mundo para o Mediterrâneo. O momento promoveu debates de grande amplitude social. Foi possível observar a importância implícita que desempenhou em tais discussões o problema da configuração histórica e cultural do Mediterrâneo cujos termos, gestados na Idade Média, se situam no fundamento da definição de Europa. De fato, o processo de surgimento da Europa figura no senso comum como uma experiência de afastamento representada, em linhas gerais, pelo deslocamento do eixo histórico ?europeu? do Mediterrânico para o Mar do Norte e o Atlântico. Essa perspectiva dos fatos, tem nos afastado do estudo minucioso das relações que se dão e se mantém na bacia do Mediterrâneo durante a Idade Média. A série de afastamentos, e mesmo, rupturas, pressupostos nesse movimento secular, é preciso lembrar, são propostos por uma historiografia datada, marcada pelas políticas de identidade dos séculos XIX e XX, notadamente aquelas relacionadas ao surgimento das nações e dos nacionalismos. O conhecimento da história do Mediterrâneo entre o final da antiguidade e os primórdios da modernidade demanda primeiramente um ponto de vista ligado a lógicas pós-nacionais, sensível às formas de interação e à condição desse espaço como local de dispersão de ideias, práticas e bens. O estudo proposto será desenvolvido por meio de cinco eixos temáticos. Estes discutem aspectos diversos das abordagens dadas ao espaço mediterrânico e apresentam a proposta de instrumentos novos para sua percepção: I. Bases teóricas e multidisciplinares para a história do Mediterrâneo medieval; II. O Mediterrâneo e a ideia de Europa; III. O Mediterrâneo segundo os historiadores; IV. O Mediterrâneo espaço de relações: vida material, poder e culturas; V. Novas formas de percepção do Mediterrâneo medieval e da ideia de Europa. Este projeto é realizado em parceria com a Profa. Dra. Néri de Barros Almeida (UNICAMP).

     

    Além desses projetos desenvolvidos, o Núcleo LEME/UNIFESP também conta com a linha de pesquisa coordenada pelo Prof. Dr. Fabiano Fernandes, intitulada:

    Cultura e poder na Inglaterra medieval. Séculos XI a XV:  a linha de pesquisa busca identificar quais os padrões de governo, as características gerais do sistema de poder Monárquico e o processo de construção da legitimidade do poder real ao longo dos séculos XI ao XV no reino de Inglaterra. São particularmente enfatizadas as relações múltiplas entre nobreza e poder real, as relações de conflito, bem como os mecanismos de construção do consenso.

     

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), coordenado pela Profa. Dra. Néri de Barros Almeida, desenvolve os seguintes projetos de pesquisa:

    1. O Mediterrâneo medieval reconsiderado (séculos IV-XV)

    Descrição: O Mediterrâneo medieval reconsiderado (séculos IV-XV) A onda de deslocamentos humanos que em 2015 passou a fluir de maneira sensível para a Europa reorientou as atenções do mundo para o Mediterrâneo. O momento promoveu debates de grande amplitude social. Foi possível observar a importância implícita que desempenhou em tais discussões o problema da configuração histórica e cultural do Mediterrâneo cujos termos, gestados na Idade Média, se situam no fundamento da definição de Europa. De fato, o processo de surgimento da Europa figura no senso comum como uma experiência de afastamento representada, em linhas gerais, pelo deslocamento do eixo histórico europeu do Mediterrânico para o Mar do Norte e o Atlântico. Essa perspectiva dos fatos, tem nos afastado do estudo minucioso das relações que se dão e se mantém na bacia do Mediterrâneo durante a Idade Média. A série de afastamentos, e mesmo, rupturas, pressupostos nesse movimento secular, é preciso lembrar, são propostos por uma historiografia datada, marcada pelas políticas de identidade dos séculos XIX e XX, notadamente aquelas relacionadas ao surgimento das nações e dos nacionalismos. O conhecimento da história do Mediterrâneo entre o final da antiguidade e os primórdios da modernidade demanda primeiramente um ponto de vista ligado a lógicas pós-nacionais, sensível às formas de interação e à condição desse espaço como local de dispersão de ideias, práticas e bens. O estudo proposto será desenvolvido por meio de cinco eixos temáticos. Estes discutem aspectos diversos das abordagens dadas ao espaço mediterrânico e apresentam a proposta de instrumentos novos para sua percepção: I. Bases teóricas e multidisciplinares para a história do Mediterrâneo medieval II. O Mediterrâneo e a ideia de Europa III. O Mediterrâneo segundo os historiadores IV. O Mediterrâneo espaço de relações: vida material, poder e culturas V. Novas formas de percepção do Mediterrâneo medieval . O projeto é realizado em parceria com a Profa. Dra. Rossana A. B. Pinheiro (UNIFESP).
    Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Mestrado acadêmico: (11) / Doutorado: (7) .

    2. Estudos comparativos de historiografia: Antiguidade Tardia e Idade Média

    Descrição: Estudo da contribuição cristã para a constituição da memória histórica ocidental.
    Alunos envolvidos: Graduação: (3) / Mestrado acadêmico: (2) / Doutorado: (4) .

    3. Paz e memória histórica na Idade Média

    Descrição: Estudo da paz em narrativas históricas com o objetivo de compreensão do papel da representação histórica no estabelecimento de uma memória que sobre determina a compreensão moderna a respeito dos problemas da paz e da violência na Idade Média.

     

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), coordenado pela Profa. Dra. Flávia Aparecida Amaral, desenvolve atualmente o seguinte projeto de pesquisa:

    1. A retórica e a escrita da história no século XIX

    Descrição: Esse projeto, desenvolvido desde 2012, objetiva analisar a relação entre a escrita da história, no século XIX, e o emprego dos recursos retóricos na construção desse discurso. A historiografia desse período, avaliada como historicista, é apresentada como resultante do rigor metodológico da pesquisa arquivística. No entanto, se a história começa a se tornar uma ciência apoiada sobre a exploração dos arquivos, a análise da forma da escrita desses textos nos permite reconhecer o emprego da Arte na formação de uma palavra eficaz. Os historiadores oitocentistas buscam os modelos de escrita desse gênero na tradição oratória. Pretende-se, a partir do estudo de trechos de dois importantes historiadores do século XIX, um francês e outro brasileiro, Jules Michelet e Francisco Adolfo de Varnhagen, respectivamente, enriquecer o debate a repeito da historiografia oitocentista e seu tributo em relação à tradição retórica. Tratam-se de textos marcados pelo emprego dos topoi da retórica. A produção desses autores constitui, em si, demonstração de que seus elaboradores sabiam bem empregar os denominados lugares-comuns próprios para cada gênero discursivo. A história foi por eles tratada enquanto um gênero próprio, cujas regras de composição deveriam ser bem conhecidas e empregadas.

  • Projetos de Pesquisa

    Criado em 2013 e coordenado pela Profa. Dra. Cláudia Bovo, o Núcleo do Laboratório de Estudos Medievais na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (Uberaba/MG) desenvolve projetos de pesquisa e projetos de ensino em duas linhas:

    1. Monasticismo e Instituições: investiga os processos de institucionalização das comunidades monásticas medievais, priorizando a análise da dinâmica dos poderes eclesiásticos, seus mecanismos de organização e seus espaços de intervenção política e social, entre os séculos X-XIV. São três projetos vinculados à linha.

    2. Idade Média e representação social: partindo da perspectiva que a Idade Média é um conceito dinâmico, essa linha de pesquisa tem por objetivo investigar como os suportes midiáticos contemporâneos (televisão, cinema, literatura, internet) e os espaços formais de aprendizagem histórica utilizam os referenciais da história científica, os adaptam e criam novas significados para essa temporalidade. No momento, há quatro projetos vinculados.

     

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pelo Prof. Dr. André Miatello, reúne estudantes em torno de dois projetos de pesquisa:

    1. Ordens Religiosas Mendicantes e organização político-social na Idade Média (séc. XIII-XV)
    Linha de pesquisa: Ordens mendicantes: concepções de poder e modelo de sociedade

    Ementa: O grupo de pesquisa "Ordens Religiosas Mendicantes e organização político-social na Idade Média (séc. XIII-XV)" tem como proposta o estudo dos tratados políticos, crônicas, histórias, sermões, hagiografias e obras correlatas (aí inclusos os tratados de caráter científico e que tiveram abrangência política) redigidos pelos frades Mendicantes e que estiveram relacionados com a definição de um projeto ideal de sociedade política passível de ser implementado nas mais diversas comunidades políticas do chamado Mundo Mediterrânico, como os reinos de França, Aragão, Castela, Sacro Império Romano-germânico, comunas urbanas italianas, etc. Estas comunidades políticas apresentavam-se fortemente amparadas pelo ideário político desenvolvido pelos frades Mendicantes, sobretudo os frades Menores (franciscanos) e frades Pregadores (dominicanos), que ajudaram a construir uma identidade comunitária para os territórios que foram governados por reis, príncipes e podestà. A documentação a ser estudada permite que se avaliem de perto as dimensões, as fases, os objetivos e os êxitos da presença dos religiosos Mendicantes nas cortes e nas demais comunidades políticas ligadas aos reinos e às repúblicas citadinas. Esses religiosos constituíam uma presença política de primeira grandeza, representando uma elite intelectual preparada, cultural e tecnicamente, para fornecer os modelos de dominação e as práticas de governo e instruir a elite (laica) governante com os instrumentos teóricos desenvolvidos nos centros universitários mais destacados do período. Na consecução desses objetivos, os próprios governantes financiavam as iniciativas acadêmicas dos ditos frades, inclusive subsidiando as escolas dirigidas por eles nas cidades e demais agrupamentos urbanos dos Estados em questão. Acreditamos que a comparação do caso italiano, fortemente documentado, com o caso aragonês-catalão e francês seja decisiva na avaliação mais ampla da ingerência religiosa mendicante no campo da política.
    Financiamento: Pró-reitoria de Pesquisa da UFMG
    Ano de início: 2013

    2. Estudo da dimensão política dos sermões da Baixa Idade Média ocidental: república e monarquia
    Linha de pesquisa: Ética urbana, pensamento político e instituições comunais na Itália dos séculos XIII-XV


    Ementa: Esta pesquisa insere-se entre os estudos sobre o político durante o período medieval, tomando como ponto de observação das ações políticas o conteúdo e a forma dos sermões enunciados na Península Italiana e Ibérica, entre os séculos XIII-XV. A pregação medieval aparece voltada para grandes públicos e para a consecução de objetivos sociais definidos, como a resolução de conflitos e a proposição de modelos sociais. A despeito da imediata e simplista relação com o aspecto da fé, a pregação na Baixa Idade Média nos remete para o âmbito da instrução coletiva, da comunicação e da ação social; a pregação ocupava lugar importante no cotidiano das comunidades, como cidades-repúblicas e reinos e se amoldava aos sistemas políticos sempre visando sua adequação ao conceito de justiça e de governo. A pregação era expressão de opiniões e convicções religiosas e políticas próprias de instituições representadas pelo pregador, aí incluindo o próprio Estado e as ações governamentais.
    Financiamento: FAPEMIG
    Ano de início: 2014

     

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME da Universidade Federal de Goiás (UFG), coordenado pela Profa. Dra. Adriana Vidotte, desenvolve os seguintes projetos de pesquisa:

    1. Emoções e política na Idade Média

    Descrição: Emoções e política na Idade Média é um projeto para ser desenvolvido no âmbito do Núcleo UFG do Laboratório de Estudos Medievais (LEME) e da Rede Goiana de Pesquisa em História Antiga e Medieval, ambos coordenados pela professora proponente. Pretende acolher subprojetos de pesquisa desenvolvidos por alunos de Gradução e Pós-Graduação acerca dos temas: tempo; guerra; religião; justiça e monarquia. Buscaremos, para cada tema, discutir e analisar o papel das emoções na construção das atividades políticas e sociais.
    Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Especialização: (1) / Mestrado acadêmico: (1) / Doutorado: (1) .

    2. História e memória na Idade Média

    Descrição: Projeto desenvolvido na linha "História, memória e imaginários sociais" do Programa de Pós Graduação em História da UFG. Este projeto agrupa subprojetos de alunos de graduação da UFG voltados para os estudos dos conceitos e da elaboração da memória e da história na Idade Média, com diferentes abordagens e tipos de fontes utilizadas. Conta com duas orientações em andamento.

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo LEME na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), coordenado pelo Prof. Dr. Renato Viana Boy, mantém o seguinte projeto de pesquisa:

    1. Europa Ocidental e Império Bizantino: entre a Antiguidade e a Idade Média

    Descrição: O objetivo deste projeto de pesquisa é estabelecer um debate entre a documentação e a historiografia, tendo como referencial as grandes transformações políticas e culturais ocorridas nas relações entre a Europa Ocidental e o Império Bizantino. O foco é o período que a historiografia consagrou como sendo o fim da Antiguidade e início da Idade Média. Esse é também o intitulado da linha de pesquisa que caracteriza os trabalhos do núcleo do LEME (Laboratório de Estudos Medievais) da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul - Chapecó-SC).

  • Projetos de Pesquisa

    O Núcleo História da Arte - LEME/UNIFESP, coordenado pela Profa. Dra. Flavia Galli Tatsch, desenvolve desde 2014 o seguinte projeto de pesquisa:

    Circulação de imagens e inventividade

    Descrição: O presente projeto pretende analisa a circulação de imagens e a inventividade com destaque para os períodos que se convencionou chamar de Idade Média e início da Era Moderna. O estudo será desenvolvido por eixos de reflexão, que propões outras formas de abordagem e apresentam novos instrumentos para sua percepção. São eles: 1; Revisão da historiografia; 2. Identificação das formas de circulação e transferência dos modelos, procurando vislumbrar as permanências e inventividades; 3. As formas de difusão, impacto e significado dessa circulação; 4. Circulação de imagens e materialidade; 5. Medievalismos e inventividade.

     

O Laboratório de Estudos Medievais tem buscado, nos últimos anos, estabelecer importantes parcerias com estudiosos da Idade Média que trabalham em universidades e grupos de pesquisa de outros países.

    REDE LATINO-AMERICANA DE ESTUDOS MEDIEVAIS

     

    No dia 29 de outubro, na Universidad Gabriela Mistral, foi assinado o convênio de criação da Rede Latino-Americana de Estudos Medievais, que conta com a participação de medievalistas do Brasil, do Chile, da Argentina, da Costa Rica e do Peru. A REDE é fruto dos esforços que, já há alguns anos, têm sido feitos para aproximar as pesquisas na área de História Medieval realizadas nesses países. Ela pretende definir metas comuns para uma rede de historiadores latino-americanos; ampliar a visibilidade da produção historiográfica latino-americana no campo dos estudos medievais; ampliar a colaboração  com centros e/ou institutos de estudos medievais europeus e norte-americanos.

     

    A REDE reúne medievalistas do Centro de Estudios Medievales de la Universidad Gabriela Mistral; do Laboratório de Estudos Medievais (LEME) – particularmente os núcleos da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual de Campinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, da Universidade Federal de São Paulo, da Universidade Federal da Fronteira Sul e da Universidade Federal do Triângulo Mineiro -,  da Universidade de Brasília e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; da Universidad de Buenos Aires e do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET); da Universidad Nacional Mayor de San Marcos (Peru) e da Universidad Nacional de Costa Rica.

     

    A primeira reunião de trabalho da REDE ocorrerá em San José (Costa Rica), no segundo semestre de 2016. 

     

     

    REDE LUSO-BRASILEIRA DE ESTUDOS MEDIEVAIS

     

    Um grupo de medievalistas brasileiros e portugueses, aproveitando a realização recente de dois eventos que tiveram lugar em Portugal e no Brasil - o Encontro Portugal Medieval visto do Brasil. Diálogos entre Medievalistas Lusófonos, organizado na Universidade Nova de Lisboa (em Janeiro de 2012) e o Colóquio Luso-Brasileiro 'Monarquia e Ordens Militares, organizado pelo Laboratório de Estudos Medievais na Universidade Federal de São Paulo (em Abril do mesmo ano), acordou a criação de um programa de colaboração luso-brasileira na área da História Medieval.

     

    Neste sentido, o LEME, a Cátedra Jaime Cortesão e o Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE) decidiram organizar e coordenar uma rede de estudiosos da Idade Média de diferentes universidades brasileiras e portuguesas, denominada REDE LUSO-BRASILEIRA DE ESTUDOS MEDIEVAIS, primeiro passo de um programa que visa reforçar a mútua colaboração através de uma plataforma de trabalho que possibilite uma maior presença do medievalismo de língua portuguesa nos centros hegemônicos do debate historiográfico contemporâneo.

     

    Mais informações em: http://www.usp.br/redemedieval/